A mídia brasileira tem em seu DNA o gene norte-americano: foram capitais oriundos da Bolsa de Wall Streat que possibilitaram o surgimento da Rede Globo, da Veja e do Estado de São Paulo, os três veículos hegemônicos do no mercado jornalístico. Não bastasse isso, sempre defenderam o alinhamento automático com os EUA, de acordo com os desejos dos grandes empresários. Essa defesa justificava-se, muitas vezes, pelo retrato idealista da sociedade norte-americana veiculado pelos grandes órgãos de imprensa. A verdade é que, apesar dos filmes, músicas e reportagens imporem uma imagem metafísica dos EUA, o verdadeiro país das oportunidades é muito mais sombrio... fiquem, agora, com uma matéria transcrita do Blog "Democracia e Política''.
“Apesar de se apresentarem ao mundo como ‘defensores dos direitos humanos’ no seu país e em nível internacional, os Estados Unidos cometem uma série de violações que representam o desrespeito a milhares de estadunidenses, especialmente aos mais pobres e aos negros. Neste artigo, Antônio Santos, comenta dez fatos nesse sentido.
Por Antônio Santos, no “Diário da Liberdade”, da Espanha/Portugal
“Apesar de se apresentarem ao mundo como ‘defensores dos direitos humanos’ no seu país e em nível internacional, os Estados Unidos cometem uma série de violações que representam o desrespeito a milhares de estadunidenses, especialmente aos mais pobres e aos negros. Neste artigo, Antônio Santos, comenta dez fatos nesse sentido.
1 - Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo.
Apesar de comporem menos de 5% da humanidade, os EUA têm mais de 25% da comunidade [mundial] presa. Em cada 100 americanos, um está preso.
Desde os anos 1980, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas se alastra como gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos desses cárceres são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas no interior da prisão por salários inferiores a 50 centavos de dólar por hora. Esse trabalho escravo é tão competitivo que muitos municípios sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar uma pastilha elástica [chicletes]. O alvo dessas leis draconianas são os mais pobres, mas sobretudo os negros que, representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país.
2 - Cerca de 22% das crianças americanas vivem abaixo do limiar da pobreza
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica de satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que essas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.
3 - Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países. É maior a quantidade dos países do mundo em que os EUA intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de 8 milhões de mortes causadas pelos EUA só no século 20.



6 - Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos.

7 - Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA. Para além de ter que jurar que não é um agente secreto, nem um criminoso de guerra nazi, vão-lhe perguntar se é, ou alguma vez foi, membro do “Partido Comunista”, se tem simpatias anarquistas ou se defende intelectualmente alguma organização considerada “terrorista”. Se responder que sim a qualquer dessas perguntas, ser-lhe-á automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco caráter moral”.

8 - O preço médio de um curso superior numa universidade pública é 80 mil dólares. O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos a pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e ainda assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel-prazer, sem o consentimento ou sequer a informação do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros, e no dia seguinte pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juros. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes americanos ascendeu a 1,5 trilhões de dólares, subindo assustadores 500%.

10 - Há mais americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin. A maioria dos americanos é cética; pelo menos no que toca à teoria da evolução, em que apenas 40% dos norte-americanos acredita. Já a existência de Satanás e do inferno, soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos americanos. Essa radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e, mesmo, os comentários do ex-candidato Rick Santorum, que acusou os acadêmicos americanos de serem controlados por Satã.”
FONTE: Blog Democracia e Política; escrito por Antônio Santos, no “Diário da Liberdade”, jornal eletrónico realizado a partir da Galiza (Espanha), mas de âmbito lusófono. Conta com colaboradores galegos, portugueses e brasileiros. Artigo transcrito no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=187846&id_secao=9).
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