quinta-feira, 24 de setembro de 2026

AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO DO PREFEITO DE GARANHUNS, VICE E AUXILIARES COMEMORA UM ANO

 

Alerta de IA. 

Depois de virar notícia nacional e tornar Garanhuns conhecida de norte a sul não apenas pelo clima ameno e pelos eventos famosos, o auxílio-alimentação aprovado pelo Prefeito para si mesmo, seu vice, Secretários e presidentes de autarquias acabou de fazer aniversário no último dia 14 de agosto de 2025.

Não sabemos se o Prefeito e seus auxiliares gastaram parte dos R$ 750 mil que receberam durante o último ano comemorando com um kit festas, mas sabemos que foram às últimas consequências para restabelecer o benefício, após a sua suspensão liminar pelo Judiciário (fonte: https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2025/09/17/justica-libera-auxilio-alimentacao-de-r-5-mil-para-prefeito-de-garanhuns.ghtml).

Não adiantaram os protestos e a fúria das redes sociais, que já vinham sendo registradas desde antes da canetada que criou um benefício para autoridades que não apenas ganham muito bem, mas ainda abocanham R$ 168 mil anuais em coffe-break e almoços chiques (fonte: https://www.instagram.com/p/DdDBYJ5DV-w/).

Tudo isso levou à uma ação popular, proposta por este que vos escreve, que, sem muita esperança e diante do cenário de consternação e inação geral, resolveu confiar no Direito para tentar mostrar aos poderosos que eles não podem tudo e que a deusa cega da balança ainda paira no mundo dos mortais. Para a alegria de quase todos os garanhuenses (menos os beneficiários do auxílio e seus asseclas), o Judiciário suspendeu o vergonhoso benefício, o que, infelizmente, não durou muito.

Para compensar receber um auxílio-alimentação maior que os dos ministros do STF e até mesmo que o presidente Lula, o Prefeito decidiu doar R$ 6 mil para o Abrigo São Vicente de Paula e para a APAE (fonte: https://blogcenario.com.br/2025/09/03/coluna-da-quarta-prefeito-de-garanhuns-vai-doar-parte-do-seu-salario) o que já demonstra que a simples contestação judicial do benefício já gerou algum benefício social.

No entanto, o vice-prefeito, secretários e presidentes de autarquia mantiveram, caladinhos, seus R$ 2.500 mensais, R$ 690 mil anuais.

Uma pergunta que muita gente faz é: sim, e como tudo acabou?

A verdade é que não acabou. Só a liminar que suspendeu o pagamento do auxílio-alimentação caiu, mas o processo ainda não teve uma decisão final.

O Judiciário reuniu a ação popular que gerou a suspensão liminar do auxílio (Processo nº 0005657-35.2025.8.17.2640) junto à outra ação popular e à uma ação civil pública movida pelo Ministério Público para julgar os três processos de forma conjunta. Depois de controvérsias sobre quem seria o promotor legalmente habilitado para representar a sociedade nessa importante demanda, os processos se encontram prontos para serem sentenciados, inclusive com parecer amplamente favorável do Ministério Público.

Até lá, ficam as lições de todo o episódio: o abuso do poder sempre tropeça no próprio excesso. Se é verdade que o poder absoluto corrompe absolutamente (Thomas Paine), também é verdade que a primavera pode demorar a chegar, mas não pode ser detida. É pelos excessos que conhecemos os reais objetivos dos que estão no poder, e é pela sua postura nos tempos de bonança que lhes advínhamos o caráter. Aprovar benefícios pagos com dinheiro público, mesmo auferindo quase 40 mil reais de salário, e brigar na justiça por eles, mesmo diante do constrangimento nacional de defender uma medida indefensável e imoral, demonstra que o objetivo dos que estão no poder é locupletar-se com recursos públicos e, mais que isso, transmitir uma mensagem simbólica: eles podem fazer o que quiserem devido aos polpudos êxitos eleitorais.

Contudo, nenhum poder dura para sempre. E Garanhuns já provou que, quando enjoa dos seus tiranos de plantão, eles nunca mais voltam a por os pés na Prefeitura. Hoje, estamos na expectativa de que o Judiciário se posicione e, assim, possa recuperar um pouco da sua imagem perante a opinião pública nacional, tão fustigada nos últimos tempos. A outra expecativa é que a população responda, nas urnas, o que realmente acha do auxílio-alimentação e de outras políticas de enriquecimento da família que governa a cidade.

Que a Justiça se faça presente e que o auxílio-alimentação que envergonhou Garanhuns nacionalmente não sopre duas velinhas ano que vem!

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