quinta-feira, 2 de abril de 2026

Por trás desse véu

À distância vejo a dançar

Cálida, calada, bem devagar

Num véu castanho a brilhar

Fascinado, venho a me aproximar 


O que há a ser desvelado?

Por trás desses olhos de menina

O que há a ser revelado? 

Esses teus luzeiros fogem à rotina


Escrevo os dias e suporto as noites

E, quando não te vejo, sonho,

com o dançar dos teus véus; no meu delírio

Daria tudo para olhar teus olhos


A filha de um pai, seja ou não de criação

É a mãe doce que acalenta sua cria

Por trás do véu, o mistério sacramental

E em ti vejo as marcas do Alto


Que o véu caia em meus braços, para que tomes meu coração

Que te desvele, toda pura

Pois esta é uma prece dirigida

À filha de um pai de criação.”

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