À distância vejo a dançar
Cálida, calada, bem devagar
Num véu castanho a brilhar
Fascinado, venho a me aproximar
O que há a ser desvelado?
Por trás desses olhos de menina
O que há a ser revelado?
Esses teus luzeiros fogem à rotina
Escrevo os dias e suporto as noites
E, quando não te vejo, sonho,
com o dançar dos teus véus; no meu delírio
Daria tudo para olhar teus olhos
A filha de um pai, seja ou não de criação
É a mãe doce que acalenta sua cria
Por trás do véu, o mistério sacramental
E em ti vejo as marcas do Alto
Que o véu caia em meus braços, para que tomes meu coração
Que te desvele, toda pura
Pois esta é uma prece dirigida
À filha de um pai de criação.”
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