quinta-feira, 2 de abril de 2026

A moça da floresta

 Os castiçais e as travessas

Anunciam o banquete: vinho e faisão

Os convidados se sentam e se divertirão

mas, inquieto, vejo acima das cabeças


Ouço um sussurro na floresta

E sigo um chamado

Sob as luzes, sob as sombras retas

Me vejo capturado


As luzes do luar te banham dum azul

Seria azul? Ou verde como as árvores do sul

Sob teus pés, jazem as folhas

Mortas e vivas, à minha escolha


Uma Dríade perdida dum canto mudo

Me enlaça com os escuros de um olhar

De sombras, de luz, de fogo, num amar

Aos teus pés, me ajoelho, me doo


Como é tua voz? Qual o som do teu riso?

Foi bom sonhar, imaginar, sussurrar

Tocar, na mente, um rosto – indeciso?

No teu olhar, aclama o desejo


E árvores se juntam e dançam

E os convivas se perdem no esquecimento

Num momento de magia, tudo se torna um sentimento

Quando dois se perdem na floresta e, numa música que vem e que vai, dançam.”

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