Os castiçais e as travessas
Anunciam o banquete: vinho e faisão
Os convidados se sentam e se divertirão
mas, inquieto, vejo acima das cabeças
Ouço um sussurro na floresta
E sigo um chamado
Sob as luzes, sob as sombras retas
Me vejo capturado
As luzes do luar te banham dum azul
Seria azul? Ou verde como as árvores do sul
Sob teus pés, jazem as folhas
Mortas e vivas, à minha escolha
Uma Dríade perdida dum canto mudo
Me enlaça com os escuros de um olhar
De sombras, de luz, de fogo, num amar
Aos teus pés, me ajoelho, me doo
Como é tua voz? Qual o som do teu riso?
Foi bom sonhar, imaginar, sussurrar
Tocar, na mente, um rosto – indeciso?
No teu olhar, aclama o desejo
E árvores se juntam e dançam
E os convivas se perdem no esquecimento
Num momento de magia, tudo se torna um sentimento
Quando dois se perdem na floresta e, numa música que vem e que vai, dançam.”
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