"As chuvas
caem trôpegas de pesar
cujo vento vem para assanhar
esses teus cabelos quase ruivos
e o eco das gotas batendo no chão
ressoa no meu coração
castelo de velhas podridões
esperando pelo retorno de uma nova paixão
como o povo sem rumo
que carrega um vazio trono
almejo teu retorno
grandes festas marcarão
uma doce coroação
deponho a teus pés uma coroa de flores
não te prometo um reino sem dores
mas sim que meus olhares
e um amor sincero
te afagarão os pesares do poder
Como a chuva suave me afogas
e me preenches de ti
e no suave bater do vento na água
sinto teu doce clamor
me chamando, me chamando
como a chuva chama pela terra
e ao se encontrarem fundem-se em um só.''
José Luís Barreto
Nenhum comentário:
Postar um comentário