quinta-feira, 2 de abril de 2026

Chuvas de uma volta

 "As chuvas

caem trôpegas de pesar

cujo vento vem para assanhar

esses teus cabelos quase ruivos


e o eco das gotas batendo no chão

ressoa no meu coração

castelo de velhas podridões

esperando pelo retorno de uma nova paixão


como o povo sem rumo 

que carrega um vazio trono

almejo teu retorno

grandes festas marcarão

uma doce coroação


deponho a teus pés uma coroa de flores

não te prometo um reino sem dores

mas sim que meus olhares

e um amor sincero

te afagarão os pesares do poder


Como a chuva suave me afogas

e me preenches de ti 

e no suave bater do vento na água

sinto teu doce clamor 

me chamando, me chamando

como a chuva chama pela terra

e ao se encontrarem fundem-se em um só.''


José Luís Barreto

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