sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CANDIDATOS A DEPUTADO FEDERAL EM GARANHUNS: EM BUSCA DAS GLÓRIAS PERDIDAS



Resumo: candidatos a deputado federal de Garanhuns, com número do candidato e pequeno histórico. Veja quem são os candidatos da esquerda, direita e centro, do Prefeito Sivaldo Albino e da oposição, quem apoia Raquel Lyra, Lula ou Flávio Bolsonaro.

 A última vez que Garanhuns elegeu deputados federais foi nas eleições de 1986 (fonte), onde Cristina Tavares e José Tinoco conseguiram grandes votações (40.618 votos e 37.464, respectivamente). Note que, naquela eleição, Cristina Tavares teve 2,3% dos votos para deputado federal; se aplicássemos esse percentual ao total de votos válidos de 2022, seria o equivalente a 112.816 votos. Ou seja, no passado, em plenos anos 80, Garanhuns conseguia emplacar uma deputada com o que equivaleria hoje a mais de 100 mil votos, e ainda conceder a outro candidato uma quantidade parecida de votos. 

Isso não seria impossível hoje, já que, com os municípios vizinhos, Garanhuns poderia concentrar mais de 300 mil votos. Daí, não ser surpresa a cidade eleger não um, mas dois deputados federais!  

E o que aconteceu com a cidade? Por que não elege mais deputados federais? Esse é um assunto para outras conversas, mas, simplificando de forma grosseira, o motivo é claro: os garanhuenses e seus vizinhos de Brejão, Bom Conselho, Capoeiras etc. se acostumaram a votar em quem é de fora. Cada Prefeito pensa nos próprios interesses, apoia deputados que nem sabem pronunciar o nome da cidade e a região continua afundando no subdesenvolvimento. Falta ao líder do maior deles, justamente Garanhuns, a coragem de, primeiro, ter um projeto de desenvolvimento para a região e, segundo, lançar um candidato um deputado federal do agreste meridional com amplo apoio dos municípios.

Mas deixemos os sonhos de lado. Sigamos.

De início, o voto para deputados e vereadores no Brasil requer muito cuidado da parte do eleitor. Não deveria ser assim, já que um sistema representativo deveria ser claro e de fácil assimilação por parte do eleitor - mas a verdade é que o sistema proporcional de representação, aqui adotado, é complicado e afasta eleitor e eleito. Em resumo: o eleitor vota em um candidato, mas auxilia a eleger outro que não conhece, e que, talvez se conhecesse, não votaria. Atualmente, as antigas coligações partidárias (onde, por exemplo, partidos totalmente distintos estavam juntos) não mais existem para cargos legislativos, mas, no lugar, estão as federações partidárias.

Basicamente, partidos se juntam para somar votos e recursos, mas terão que se manter juntos por 4 anos, ao contrário do que ocorria nas coligações, onde a união se dissolvia após a eleição. 

Nessas eleições, competem em todo o país a Federação União Progressista (PP e União Brasil), Brasil da esperança (PT, PCdoB e PV), Federação PSDB-Cidadania e Federação Psol-Rede. Ou seja, os partidos apresentam uma lista de candidatos para competir ao mandato e, no caso da federação, essa lista é conjunta entre os partidos participantes.

Nesse sentido, sua primeira atitude como eleitor é verificar se seu candidato pertence a uma federação. Se positivo, saiba que seu voto pode ajudar a eleger um político de outro partido da mesma federação. 

Dito isso, como funciona o sistema proporcional?

Agora que sabemos como os partidos se organizam para o pleito, você deve entender que cada partido ou federação terá direito a uma vaga se atingir o quociente eleitoral, que é a quantidade mínima de votos que um partido ou federação tem que ter para conseguir uma vaga. Ou seja, o senso comum que todos temos de que "os mais votados são os eleitos" não é totalmente verdadeiro em uma eleição proporcional: são eleitos os que possuem mais votos, dentro de um partido ou federação que atingir o quociente eleitoral ou, nas vagas remanescentes, 80% dele. 

Um partido pode ter uma montanha de votos, mas simplesmente porque lançou mais candidatos. Em que pese os mais votados estarem em outra legenda, essa terá menos vagas, já que teve menos votos no total. 

Por exemplo, se 10 partidos lançam candidatos que almejam 10 vagas, e foram 10.000 votos na eleição, cada partido terá que ter 1.000 votos para ter direito a uma vaga. Se um partido obtém 5.000 votos, ele terá 5 vagas; se outro obtém 3.000, 3 vagas, e assim por diante. Caso sobrem vagas, o cálculo é feito somando o número de votos e dividindo pelo número de vagas, mais um, e quem tirar a maior média ganha a sobra.  É justamente aí que os partidos que alcançaram pelo menos 80% do quociente eleitoral entram. Assumem as vagas do partido os mais votados nele. Para ter direito à vaga, o candidato ainda precisa ter 10% do quociente eleitoral como votação, no mínimo, o que, no nosso exemplo, seriam 100 votos. 

No nosso exemplo, um partido que obteve 800 votos poderia disputar as sobras.

Ou seja, tenha cuidado com os demais candidatos no partido ou federação da pessoa que você escolher para votar. Se você votar no seu candidato e ele não for um dos mais votados da legenda, seu voto vai ajudar a eleger outro cara do partido. Lembrem que a vaga pertence ao partido, não ao candidato. Em suma, se você não gosta do governo Lula, não é recomendado que vote nos partidos e federações que o apoiam; se gosta, deve votar nesses partidos e federações.

Como veremos, a exemplo, você pode votar em Izaias Régis, mas acabar elegendo Guilherme Uchoa Junior ou Daniel Coelho. 

As eleições 2026 em Garanhuns estão na reta final. Para você que ainda não sabe em quem votar, nem o número dos candidatos a deputado federal de Garanhuns, disponibilizo um pequeno resumo com todos os candidatos a deputado federal de Garanhuns e região, ou que são de interesse para a cidade, e seus sinalizadores (posição política, a quem apoiam para governador e presidente, qual sua relação com o atual governo municipal e chances de ser eleito).

A cidade precisa, mais do que nunca, de deputados para chamar de seus. Os recursos estão aí: mas faltam projetos e patronos que queiram desenvolver Garanhuns.

Vamos aos nomes!

 


- Izaias Régis (PSD) número 5567: o ex-prefeito de Garanhuns é um velho conhecido do eleitor; já ganhou um perfil completo aqui (EXÍLIO TROPICAL: Eleições em Garanhuns: Izaías Régis, o highlander).

 Praticamente não ocorreram eleições, desde os anos 1990, nas quais ele não tenha participado.

Fez duas gestões bem avaliadas como prefeito, e já entra no quarto mandato como deputado estadual. Sempre foi aliado ao ex-senador Armando Monteiro, ligado ao empresariado e, nos seus governos, fez muitas obras viárias em Garanhuns. Tentou trazer alguns investimentos para a cidade, mas sem muito sucesso.

Na sua evolução patrimonial, em 2012, tinha R$ 733.743,78 em bens (fonte: Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais). Atualmente, tem R$ 119.138,81, o que mostra decréscimo patrimonial ao longo da vida política.

O deputado, exercendo mandado na ALEPE, destinou recursos de emendas parlamentares (emendas PIX) ao orçamento estadual para Casinhas, Orobó e Carpina, totalizando R$ 1.255.000,00 (fonte: Painel de Emendas Parlamentares Estaduais – Transferências Especiais – EmendasPIX – Portal da Transparência). Quase todas as emendas PIX, incluindo as não pagas, contemplam esses três municípios, o que se explica pelo fato de não ter muito sentido em disponibilizar dinheiro a prefeitos rivais, como Sivaldo Albino.

A estratégia de Izaias de destinar recursos para essas cidades pode não estar muito bem direcionada, já que, por exemplo, em 2022, 44,09% dos votos para deputado federal foram em Orobó foram para Fernando Filho (União Brasil) (fonte: Apuração da cidade no 1º turno | Eleições 2022). Já Chaparral teve 60% dos votos para deputado estadual; neste ano, Juliana de Chaparral é candidata a deputada federal. Orobó também recebeu, em 2026, R$ 2 milhões da deputada Maria Arraes (fonte: Painel das Emendas Parlamentares Individuais e de Bancada — Tesouro Transparente) e R$ 1.990.000,00 do Pastor Eurico (fonte: Detalhamento de Empenho de Despesa - ID: 200477000012026NE004037 | Portal da Transparência) e possivelmente deve destinar seus menos de 15 mil votos para esses nomes.

Em nome de Izaias, há pelo menos uma emenda para o Recife (fonte: Painel de Emendas Parlamentares Estaduais Por Convênios e Instrumentos Congêneres – Portal da Transparência), no valor de R$ 200.000,00, e outra para Vitória de Santo Antão, no valor de R$ 1.000.000,00, além de Brejão (R$ 329.400,00), Saloá (R$ 329.400,00), Terezinha (R$ 329.400,00), São João (R$ 329.400,00), Calçado (R$ 329.400,00), Jurema (R$ 300.000,00 e R$ 200.000,00), Brejinho (R$ 500.000,00), muitas com impedimento técnico ou pendendo algum saneamento.

Apesar disso, Izaias demonstra direcionar a maior parte de seus recursos para o Agreste Meridional.

Para Garanhuns, constam duas emendas. A primeira, no valor de R$ 200 mil, para “Aquisição de equipamentos, mobiliário especializado e execução de adequações físicas para a implantação de Laboratório de Ensino e Pesquisa na Escola Técnica Estadual Ariano Suassuna” (fonte: Painel de Emendas Parlamentares Estaduais com Execução Direta pelo Estado – Portal da Transparência) está em andamento.

Já a segunda é de R$ 2.000.000,00 (fonte: Painel de Emendas Parlamentares Estaduais Por Convênios e Instrumentos Congêneres – Portal da Transparência), e tem como objeto “Ofertar serviços para a comunidade ajudando ao enfrentamento de demandas reprimidas na aréa de saúde por meio de multirão com carreta intinerante, por intermédio do Instituto vitalis Mais saúde”, mas consta como “emenda remanejada”, ou seja, os recursos foram destinados para outra finalidade e a cidade não recebeu o valor (fonte: Termo: Emenda de Remanejamento - Glossário de Termos Orçamentários - Congresso Nacional).

Na atividade legislativa, Izaias apresentou 11 (onze) projetos de Lei, sendo a maioria deles de caráter mais honorífico, embora alguns tenham grande relevância, como o que “Institui o Programa Pernambucano de Biogás e Biodigestores”, apresentou 234 requerimentos e 317 indicativos. É uma atividade legislativa considerada frágil, embora Izaias tenha exercido a liderança do governo na ALEPE por muito tempo, o que talvez tenha impedido a apresentação de mais projetos de lei.

Nessas eleições, Izaias optou estrategicamente por não enfrentar diretamente Cayo Albino na disputa pelos votos de Garanhuns para deputado estadual. É uma aposta: apesar de o quociente eleitoral para deputado federal ser mais alto, existem mais votos disponíveis, já que a maioria dos candidatos a deputado federal é de fora de Garanhuns e raramente obtém mais de 10 mil votos na cidade - o deputado Felipe Carreras, por exemplo, teve cerca de 9 mil votos em 2022, pouco mais da metade dos 16 mil de Cayo Albino, o que comprova que não há uma vinculação necessária entre ambos. Izaias quer crescer nessa lacuna e, alcançando os 20 mil votos, sonhar com alguma suplência em seu partido.

O problema é que, como são 25 vagas, o quociente eleitoral certamente beirará entre 160 e 200 mil votos, o que daria ao PSD, o partido de Régis, cerca de 3 vagas. Na chapa, competem, em ordem de possibilidade de maior votação, Daniel Coelho, Fernando Monteiro, Célia Sales, Guilherme Uchoa Junior, Izaias, Julia Lossio e Socorro Pimentel. Vale lembrar que o melhor resultado de Izaias foi de 43.367 votos, isso em 2002. Se repetir os 22 mil votos de 2022, ficará, no máximo, na primeira ou segunda suplência, certamente aguardando algum titular ser nomeado secretário de Estado para assumir a vaga.

Os votos em Izaias podem ajudar a eleger os candidatos melhor posicionados nas pesquisas.

Izaias destinou a maior parte dos recursos de que dispunha como parlamentar para a região de Garanhuns e seria peça vital para que a cidade finalmente tivesse um deputado federal baseado nela, depois de décadas após o fim dos mandatos de Cristina Tavares e José Tinoco.

Sinalizadores: 

Posição política: centro-direita;

Governo Raquel Lyra: governista;

Governo Sivaldo Albino: oposicionista;

Governo Lula: situação (apesar disso, seu partido tem como candidato Ronaldo Caiado);

Chance de ser eleito: de medianas a baixas.


 

Fernando Rodolfo (PRD-Solidariedade) – número 2555: originalmente jornalista, ganhou projeção por enfrentar o ex-governador Paulo Câmara na apresentação de programas de TV. Foi demitido, mas capitalizou a insatisfação popular e se tornou deputado federal em 2018, inclusive com muitos votos de Garanhuns, onde ele nasceu, em que pese seja radicado em Caruaru.

Fernando chegou a liderar a oposição em Garanhuns, sendo o padrinho da candidatura de Silvino Duarte em 2020, uma verdadeira tragédia para o município. Em 2022, teve 6.354 votos em Garanhuns, perdendo muitos votos contra os 10.727 que teve em 2018. Nessa ocasião, o eleitor mandou um alerta, não apenas pela escolha errada em bancar Silvino, mas também por não ter disponibilizado os recursos que podia para a cidade.

A análise de suas emendas ao orçamento, ou seja, recursos que efetivamente destinou em 2026, revela R$ 1.500.000,00 para São José da Coroa Grande, R$ 1.000.000,00 para Angelim (fonte: Emendas orçamentárias do deputado Fernando Rodolfo na Câmara dos Deputados - Portal da Câmara dos Deputados), e R$ R$ 4.275.000,00 para a ASSOCIACAO DO DESENVOLVIMENTO RURAL DO AGRESTE, em Garanhuns (fonte: Consulta de Emendas Parlamentares por Favorecido | Portal da Transparência). O deputado também enviou recursos para muitos municípios, como Surubim, Bom Conselho etc., entre 2023 e 2026.

Fernando possui 26 assessores em seu gabinete e apresentou 451 projetos de Lei, requerimentos e indicativos na última legislatura (2023-2026), dos quais se destacam propostas de alteração da Lei de improbidade administrativa, a proposta de assistência jurídica integral e ininterrupta ao policial militar e ao bombeiro militar, o projeto do Auxílio Maria Cecília. Sua atividade legislativa é muito positiva e fértil.

Foi presidente da Comissão de Previdência, Assis. Social, Infância, Adolescência e Família em 2023-2024, o que lhe deu grande destaque nacional.

Para agora, Fernando se distanciou do bolsonarismo ao qual estava associado e, em que pese tenha fincado sua base em Caruaru, ainda tem forte presença em Garanhuns, sendo apoiado por vereadores como Ruber Neto.

Em que pese sua prioridade seja Caruaru, até porque já objetivou ser prefeito de lá, pode ser uma boa opção para o garanhuense.

Sinalizadores: 

Posição política: direita;

Governo Raquel Lyra: governista;

Governo Sivaldo Albino: oposicionista;

Governo Lula: oposição (apoia Flávio Bolsonaro);

Chance de ser eleito: altas.

 

 

Fany Bernal (Podemos) – número 2050: foi vereadora em Garanhuns, entre 2021 e 2024, e originalmente se candidatou com o nome de “Fany das Manas, do PT”, para executar o primeiro mandato coletivo da história de Garanhuns (fonte: Mandato coletivo e feminista de Garanhuns (PE) promete mapear problemas em periferias | Brasil de Fato) ou “Mandata Coletiva”.

Consta que, em 2022, Fanny desobedeceu às ordens da Executiva estadual do PT, que apoiava Danilo Cabral do PSB para governador, e declarou apoio a Marília Arraes, o que motivou a sua expulsão do partido e sua transferência para o PSD, pelo qual foi impedida de vincular sua imagem à do presidente Lula (fonte: Blog do Carlos Eugênio “Perseguida e Atacada”, diz Fany Bernal após ser Impedida de exibir Imagem e usar Voz de Lula em Material de Campanha).

Na Câmara, defendeu a contratação de 50% de artistas locais no Natal Luz (fonte: Câmara Municipal de Garanhuns - PE), e diversas medidas interessantes que não foram para frente.

A vereadora, que continuou exercendo o mandato coletivo sozinha, não conseguiu se reeleger em 2024, quando teve 426 votos, menos da metade dos 918 votos de 2020.

Nessa atual campanha, recebeu R$ 384.957,50 em receitas e já gastou R$ 104.659,42 (fonte: Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais).

É uma boa opção à esquerda, em que pese um pouco desgastada por ter enfrentado o antigo partido mas, principalmente, por ter se oposto ao Prefeito Sivaldo Albino, o que, por si só, já lhe vale toda a minha simpatia.

Sinalizadores: 

Posição política: esquerda;

Governo Raquel Lyra: situação;

Governo Sivaldo Albino: oposicionista;

Governo Lula: situação;

Chance de ser eleita: baixas.

 

 

Felipe Carreras (PSB) – número 4004: é o candidato oficial do Prefeito Sivaldo Albino e faz dobradinha com Cayo Albino, seu mentorado político. Carreras era empresário do setor de eventos antes de se tornar deputado em 2014, com base nos bairros mais ricos de Recife. Em que pese seja do PSB, suas posições e votos são mais à direita, tendo inclusive votado pelo impeachment de Dilma em 2016.

Como deputado, apresentou 746 projetos de Lei, indicativos e requerimentos entre 2023-2026. Possui18 assessores (16 em atividade) em seu gabinete e já gastou 96% de sua cota parlamentar (fonte: Deputado Federal Felipe Carreras - Portal da Câmara dos Deputados)

Foi vice-líder do centrão em 2024, e é muito próximo ao deputado Arthur Lyra.

Carreras certamente é o candidato a deputado mais rico a pisar em Garanhuns e nela pedir votos: possui R$ 31.836.704,20 em bens (fonte: Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais), com uma lista enorme de imóveis, ações, investimentos etc. Arrecadou R$ 2.876.700,00 até agora para a sua campanha, e gastou R$ 2.464.854,50, já tendo pago R$ 1.811.945,78, sendo R$ 392.854,50 só para o facebook.

Como já abordado aqui (fonte: EXÍLIO TROPICAL: A VERDADE SOBRE AS EMENDAS DO DEPUTADO FELIPE CARRERAS PARA GARANHUNS) Carreras destinou 40% das emendas que Garanhuns recebeu entre 2021-2026, mas apenas 9% do total de que dispunha. Ou seja, Garanhuns ficou com os restos de suas emendas, muito inferior aos R$ 134 milhões que o Prefeito disse que o deputado mandou.

É a opção de quem aprova o governo Sivaldo Albino e quer a continuidade do grupo dele à frente da Prefeitura.

Sinalizadores: 

Posição política: centro;

Governo Raquel Lyra: oposicionista;

Governo Sivaldo Albino: situação;

Governo Lula: situação (eventualmente, vota com a oposição);

Chance de ser eleito: altas.

 

 

Fernando Ferro (PT) – número 1313: exerceu 5 mandatos como deputado federal, mas radicou-se no Recife, no qual foi vereador nos anos 1990 e candidato a vereador em 2020, não sendo eleito. Teve 1.115 votos em Garanhuns, do total de 38.943 votos, em 2022. Teve boas ações em prol de Garanhuns, como a articulação pela instalação da UFRPE.

Sinalizadores: 

Posição política: esquerda;

Governo Raquel Lyra: governista;

Governo Sivaldo Albino: oposicionista;

Governo Lula: situação;

Chance de ser eleito: de medianas a baixas.

 

 

Bismarck (Missão) – número 1422: é uma figura nova na política de Garanhuns, já tendo participado das eleições de 2024 como candidato a vereador. Servidor público federal, especialista em licitações, se define como o candidato de Renan Santos na região. Controvérsias a parte, tem bons projetos, principalmente na área de energia renovável, e é totalmente distante da política tradicional de Garanhuns (o que é ótimo). Querendo ou não, é uma opção local para quem quer uma gestão pública mais eficiente e mais desenvolvimento para a cidade.

Sinalizadores: 

Posição política: centro-direita;

Governo Raquel Lyra: governista;

Governo Sivaldo Albino: oposicionista;

Governo Lula: oposição (apoia Renan Santos);

Chance de ser eleito: de medianas a baixas.

 

Esses são os candidatos que possuem relação com Garanhuns. De variadas matizes, alguns bons, outros nem tanto assim, e com uma exceção ou duas, aparentemente empenhados em representar a cidade no Congresso. O fato é que as eleições de 2026 são a antessala de 2028, onde o nome que vai comandar Garanhuns até 2032 vai ser decidido. Ou seja, um voto pode definir os próximos seis anos da cidade, e parte da razão da estagnação de Garanhuns está em ser uma "terra de ninguém", onde forasteiros vêm catar votos e desaparecem por quatro anos. Essa lógica era reforçada por Prefeitos politicamente dependentes de caciques partidários, que impunham apoios a candidatos a deputado federal de fora da cidade, sequer sabiam apontá-la no mapa e raramente enviavam algum recurso.

Daí, perdemos nossos deputados federais para nunca mais os recuperar e, com eles, se foram as indústrias, incentivos fiscais, o desenvolvimento como um todo. Entramos na era das reeleições, das obras de sonrisal e dos prefeitos processados e com os bens congelados após deixar os cargos.

Por isso, o primeiro passo para libertar Garanhuns do marasmo é eleger um deputado federal afinado com a terra, seja de qual posição política for. Ele ou ela vai liderar um novo momento na história política de Garanhuns, que pode reassumir o protagonismo e o desenvolvimento que tinha no passado. 

Faço votos de que Garanhuns escolha os políticos da terra dessa vez. Sigamos!

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