sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A admirada

 “Navego na altura das tuas negras correntezas

Com tuas lamparinas escuras a iluminar

E da alvura farta a convidar

Perdido e achado em tuas belezas


Perco-me no paraíso de teu olhar

Deleito-me ao toque de tuas mãos

Penso no teu andar, vivo a te esperar

Ver ou não ver-te são todas as minhas estações


E é no inverno da sua ausência

que as chuvas vertem pelo meu rosto

em lágrimas escondidas de todos

posso eu encontrar tua clemência?


Minha admirada, esperada primavera

Porto final na enseada do teu sorriso

Tudo finda em teu abraço sincero 

Quando o sonho se tornar paraíso.”

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