“Navego na altura das tuas negras correntezas
Com tuas lamparinas escuras a iluminar
E da alvura farta a convidar
Perdido e achado em tuas belezas
Perco-me no paraíso de teu olhar
Deleito-me ao toque de tuas mãos
Penso no teu andar, vivo a te esperar
Ver ou não ver-te são todas as minhas estações
E é no inverno da sua ausência
que as chuvas vertem pelo meu rosto
em lágrimas escondidas de todos
posso eu encontrar tua clemência?
Minha admirada, esperada primavera
Porto final na enseada do teu sorriso
Tudo finda em teu abraço sincero
Quando o sonho se tornar paraíso.”